Episódio 24 · Trilogia da Paixão III
Capítulo 5: Atrás de Portas Trancadas
Chapter 5: Atrás de Portas Trancadas
Naquela mesma noite de domingo, os discípulos estavam reunidos em uma sala em Jerusalém com as portas trancadas. Estavam com medo. As mesmas autoridades que haviam crucificado Jesus ainda estavam na cidade e os discípulos não tinham como saber o que aconteceria em seguida.
Quando os discípulos de Emaús chegaram, encontraram os onze já dizendo que Jesus havia aparecido a Simão Pedro mais cedo naquele dia. Eles acrescentaram sua própria história. Enquanto ainda falavam, Jesus apareceu na sala. Não por uma porta que se abriu. Não por uma janela. Ele simplesmente estava ali, em pé entre eles.
Eles ficaram aterrorizados. Pensaram estar vendo um fantasma.
JESUS“Paz seja convosco.”— João 20:19
Sua primeira palavra a eles não foi uma explicação de onde tinha estado nem do que havia acontecido. Foi paz. Oferecida a uma sala cheia de pessoas que O haviam abandonado três dias antes.
Eles ainda não conseguiam acreditar. Lucas registra que estavam tão sobrecarregados de alegria e espanto que a incredulidade se manteve um instante a mais do que deveria. Jesus entendeu.
JESUS“Vede as Minhas mãos e os Meus pés. Sou Eu mesmo. Tocai-Me e vede. Um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho.”— Lucas 24:39
Ele lhes mostrou as mãos e o lado. Eles viram as feridas. Então Ele perguntou se tinham algo para comer. Deram-Lhe um pedaço de peixe assado e Ele o comeu diante deles. Foi um ato deliberado, não porque estivesse com fome, mas porque resolvia a questão por completo. Fantasmas não comem peixe.
O medo se dissolveu. A sala se encheu de alegria.
Então Jesus fez algo inesperado. Soprou sobre eles.
JESUS“Recebei o Espírito Santo.”— João 20:22
Então acrescentou uma comissão que definiria o trabalho dos Seus seguidores dali em diante.
JESUS“A quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados. A quem os retiverdes, são retidos.”— João 20:23
Esta não foi a plena efusão do Espírito que viria em Pentecostes. Foi um vislumbre, um primeiro sopro do que estava por vir. O mesmo Deus que havia soprado vida em Adão no jardim estava soprando algo novo naquela sala. Os discípulos que haviam estado escondidos com medo estavam sendo enviados com autoridade.