Episódio 24 · Mateus 27–28
Trilogia da Paixão III: A Ressurreição de Jesus
Capítulos
- 0:00Introduction·Watch on YouTube
- 2:26Before Dawn·Watch on YouTube
- 4:31The Empty Tomb·Watch on YouTube
- 6:01Mary·Watch on YouTube
- 8:03The Road to Emmaus·Watch on YouTube
- 10:36Behind Locked Doors·Watch on YouTube
- 13:12Thomas·Watch on YouTube
- 15:14The Beach·Watch on YouTube
- 18:25The Great Commission·Watch on YouTube
- 20:13The Ascension·Watch on YouTube
- 22:17Pentecost·Watch on YouTube
- 25:18Encerramento·Watch on YouTube
Sobre este episódio
Intro
Ao longo dos quarenta dias seguintes, o Jesus ressuscitado apareceu a mais de quinhentas testemunhas. Ele atravessou portas trancadas. Tomou o café da manhã em uma praia.
E em um túmulo vazio ao amanhecer, Maria Madalena estava chorando. Ela havia vindo para ungir um corpo e encontrou nada além de panos de linho dobrados.
JESUS“Maria.”— João 20:16
Ela reconheceu a voz Dele instantaneamente. Três dias de luto se desfizeram em uma única palavra. Então Ele apareceu diante de Tomé, aquele que exigia provas, e o viu cair de joelhos e dizer algo que ninguém jamais havia dito a um ser humano vivo.
TOMÉ“Senhor meu e Deus meu.”— João 20:28
Mas o momento mais impressionante não acontece em um jardim, nem em uma sala trancada, nem em uma praia.
Acontece cinquenta dias após a crucificação. Na mesma cidade. Diante das mesmas pessoas que O entregaram para ser morto.
Esta é a verdadeira história da ressurreição de Jesus, e do que aconteceu depois que a pedra foi removida.
Fique conosco até o final, porque a cena final não é um desfecho silencioso. É o começo de algo que alcançaria todas as nações da terra.
Inscreva-se no canal Ark Films. Isso significa muito para nós.
Agora, vamos começar.
Chapter 1: Antes do Amanhecer
Na manhã de domingo, antes do nascer do sol, Maria Madalena e várias outras mulheres partiram em direção ao túmulo nos arredores de Jerusalém. Elas levavam especiarias para ungir o corpo de Jesus. O costume judaico de sepultamento exigia essa preparação. Enquanto caminhavam, conversavam sobre um problema prático.
MULHERES“Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?”— Marcos 16:3
A pedra era grande e pesada. Nenhuma delas conseguia movê-la sozinha. Mesmo assim, continuaram caminhando.
O que elas não sabiam era que o túmulo já estava aberto. Antes que qualquer uma delas chegasse, a terra havia tremido. Um violento terremoto. Um anjo do Senhor havia descido do céu, removido a pedra da entrada e se sentado sobre ela. Sua aparência era como a de um relâmpago, sua veste branca como a neve. Os soldados romanos postados para guardar o túmulo tremeram de terror e caíram por terra como mortos.
Maria estava se movendo mais rápido que as outras. Chegou primeiro, enquanto ainda estava escuro. Viu a pedra removida e os soldados no chão. Virou-se e correu de volta à cidade para encontrar Pedro e João.
As outras mulheres chegaram pouco depois. Entraram. O corpo havia sumido. Dois homens com vestes resplandecentes estavam diante delas. As mulheres baixaram o rosto à terra com medo.
ANJO“Por que buscais entre os mortos Aquele que vive? Não temais. Sei que estais buscando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui. Ressuscitou, como disse. Vinde e vede o lugar onde Ele jazia. Ide depressa e dizei aos Seus discípulos: Ele ressuscitou dos mortos.”— Mateus 28:5-6
Elas saíram tremendo, com medo e ao mesmo tempo cheias de uma alegria para a qual não tinham categoria. Correram.
Chapter 2: O Túmulo Vazio
Maria havia encontrado Pedro e João e contado a eles o que tinha visto.
MARIA MADALENA“Levaram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde O puseram.”— João 20:2
Ela havia visto a pedra aberta e tirado a única conclusão que fazia sentido para ela naquele momento. Pedro e João correram. João chegou primeiro. Parou na entrada, olhou para dentro e viu os panos de linho do sepultamento ali, mas não entrou.
Pedro chegou e entrou direto, sem parar.
Os panos de linho estavam ali. Um corpo levado por ladrões teria sido carregado envolto. Mas os panos haviam sido retirados. E o pano que havia coberto a cabeça de Jesus não tinha sido jogado ou descartado, estava dobrado e colocado separadamente em um lado.
Ladrões de túmulos não dobram coisas.
João entrou depois de Pedro e creu, ainda não que Jesus havia ressuscitado, mas que algo havia acontecido ali que nenhum roubo podia explicar. Nenhum dos dois entendia ainda a Escritura que dizia que Ele devia ressuscitar dos mortos. Eles saíram e voltaram para suas casas.
Maria havia seguido os dois de volta ao túmulo. Pedro e João entraram, viram o que havia para ver, e saíram.
Chapter 3: Maria
Maria Madalena não foi com eles. Permaneceu em pé do lado de fora do túmulo, chorando.
Por entre as lágrimas, ela se inclinou e olhou para dentro do túmulo. Dois anjos vestidos de branco estavam sentados onde o corpo de Jesus havia estado, um à cabeça e outro aos pés. Eles olharam para ela.
ANJOS“Mulher, por que choras?”— João 20:13
MARIA MADALENA“Levaram o meu Senhor, e não sei onde O puseram.”— João 20:13
Ela se virou. Um homem estava ali em pé. Ela não O reconheceu. O Evangelho de João simplesmente registra que ela não sabia que era Jesus. Ele lhe fez a mesma pergunta que os anjos acabavam de fazer, e mais uma.
JESUS“Mulher, por que choras? A quem buscas?”— João 20:15
Ela presumiu que Ele era o jardineiro. Era uma suposição razoável: um homem perto de um túmulo em um jardim ao amanhecer. Ela perguntou diretamente se Ele havia movido o corpo e onde O havia colocado.
Então Ele disse uma palavra.
JESUS“Maria.”— João 20:16
Ela reconheceu a Sua voz imediatamente. Três dias de luto se desfizeram em um instante. Ela se voltou e gritou em aramaico.
MARIA MADALENA“Rabôni!”— João 20:16
A palavra significa Mestre. Era a única palavra que ela tinha.
Jesus lhe disse para não O segurar, Ele ainda não havia subido ao Pai. Ela tinha uma tarefa primeiro.
JESUS“Vai aos Meus irmãos e dize-lhes que subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus.”— João 20:17
A primeira pessoa comissionada para anunciar a ressurreição não foi Pedro, não foi João, não foi um dos onze. Foi Maria Madalena. Ela foi e disse aos discípulos que tinha visto o Senhor.
Chapter 4: O Caminho de Emaús
Naquele mesmo domingo, dois discípulos saíram de Jerusalém e caminharam em direção a uma aldeia chamada Emaús. Um deles se chamava Cleopas. Enquanto caminhavam, conversavam sobre tudo o que havia acontecido. Um estranho passou a caminhar ao lado deles. Lucas registra que eles foram impedidos de reconhecê-Lo.
Ele perguntou o que estavam discutindo. Eles pararam, com os rostos pesados de tristeza.
CLEOPAS“És Tu o único peregrino em Jerusalém que não sabe das coisas que ali se passaram nestes dias?”— Lucas 24:18
Ele perguntou que coisas. Cleopas Lhe contou tudo: a crucificação, o túmulo vazio, o relato das mulheres naquela manhã. Eles haviam esperado que Jesus fosse aquele que redimiria Israel. Agora três dias haviam se passado e eles estavam saindo de Jerusalém sem nada em que esperar.
A resposta do estranho não foi compreensiva. Foi uma repreensão.
JESUS“Ó néscios, e tardos de coração para crer em tudo o que os profetas disseram! Não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na Sua glória?”— Lucas 24:25-26
Então, começando por Moisés e percorrendo todos os profetas, Ele lhes explicou tudo o que nas Escrituras havia sido escrito a Seu respeito. Quilômetro após quilômetro, cada profeta, cada promessa, cada detalhe do que havia acontecido, explicado pelo homem a quem havia acontecido, sem que eles soubessem quem Ele era.
Eles chegaram a Emaús quando a tarde caía. O estranho fez como se fosse continuar.
DISCÍPULOS“Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declinou.”— Lucas 24:29
Ele ficou. Sentou-se à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles.
Naquele momento, os olhos deles se abriram e O reconheceram. Então Ele desapareceu. O reconhecimento e o desaparecimento aconteceram juntos: um instante de clareza e Ele se foi.
DISCÍPULOS“Não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?”— Lucas 24:32
Eles se levantaram naquela mesma hora e voltaram a Jerusalém.
Chapter 5: Atrás de Portas Trancadas
Naquela mesma noite de domingo, os discípulos estavam reunidos em uma sala em Jerusalém com as portas trancadas. Estavam com medo. As mesmas autoridades que haviam crucificado Jesus ainda estavam na cidade e os discípulos não tinham como saber o que aconteceria em seguida.
Quando os discípulos de Emaús chegaram, encontraram os onze já dizendo que Jesus havia aparecido a Simão Pedro mais cedo naquele dia. Eles acrescentaram sua própria história. Enquanto ainda falavam, Jesus apareceu na sala. Não por uma porta que se abriu. Não por uma janela. Ele simplesmente estava ali, em pé entre eles.
Eles ficaram aterrorizados. Pensaram estar vendo um fantasma.
JESUS“Paz seja convosco.”— João 20:19
Sua primeira palavra a eles não foi uma explicação de onde tinha estado nem do que havia acontecido. Foi paz. Oferecida a uma sala cheia de pessoas que O haviam abandonado três dias antes.
Eles ainda não conseguiam acreditar. Lucas registra que estavam tão sobrecarregados de alegria e espanto que a incredulidade se manteve um instante a mais do que deveria. Jesus entendeu.
JESUS“Vede as Minhas mãos e os Meus pés. Sou Eu mesmo. Tocai-Me e vede. Um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho.”— Lucas 24:39
Ele lhes mostrou as mãos e o lado. Eles viram as feridas. Então Ele perguntou se tinham algo para comer. Deram-Lhe um pedaço de peixe assado e Ele o comeu diante deles. Foi um ato deliberado, não porque estivesse com fome, mas porque resolvia a questão por completo. Fantasmas não comem peixe.
O medo se dissolveu. A sala se encheu de alegria.
Então Jesus fez algo inesperado. Soprou sobre eles.
JESUS“Recebei o Espírito Santo.”— João 20:22
Então acrescentou uma comissão que definiria o trabalho dos Seus seguidores dali em diante.
JESUS“A quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados. A quem os retiverdes, são retidos.”— João 20:23
Esta não foi a plena efusão do Espírito que viria em Pentecostes. Foi um vislumbre, um primeiro sopro do que estava por vir. O mesmo Deus que havia soprado vida em Adão no jardim estava soprando algo novo naquela sala. Os discípulos que haviam estado escondidos com medo estavam sendo enviados com autoridade.
Chapter 6: Tomé
Tomé não estava na sala naquela noite de domingo. Onde ele estava, a Escritura não diz. Quando os outros discípulos o encontraram e contaram o que havia acontecido, sua resposta foi direta.
TOMÉ“Se eu não vir o sinal dos pregos em Suas mãos, e não puser o meu dedo onde estiveram os pregos, e não puser a minha mão no Seu lado, de modo nenhum crerei.”— João 20:25
Isto não era teimosia por si mesma. Tomé sabia o que tinha sido feito a Jesus: os pregos, a lança, o sepultamento. Ele precisava da mesma evidência que os outros haviam recebido.
Por uma semana ele manteve aquela posição. Então, oito dias depois da ressurreição, os discípulos estavam reunidos novamente na mesma sala com as portas trancadas. Desta vez, Tomé estava com eles.
Jesus apareceu e foi diretamente até Tomé. Sem repreensão. Sem palestra sobre fé. Apenas uma oferta.
JESUS“Põe aqui o teu dedo. Vê as Minhas mãos. Estende a tua mão e põe-na no Meu lado. Não sejas incrédulo, mas crente.”— João 20:27
O Evangelho de João não registra Tomé tocando as feridas. Ele viu Jesus em pé diante dele e isso foi suficiente. Tomé respondeu com a confissão mais completa em todo o Evangelho de João.
TOMÉ“Senhor meu e Deus meu.”— João 20:28
O discípulo que havia exigido provas tinha acabado de fazer a mais ousada declaração de quem Jesus era.
Jesus a recebeu e então disse algo que se estende para muito além de Tomé.
JESUS“Porque Me viste, creste. Bem-aventurados os que não viram e creram.”— João 20:29
Tomé precisava ver. Bilhões de pessoas depois dele não teriam essa opção. Jesus os chamou de bem-aventurados mesmo assim.
Chapter 7: A Praia
Algum tempo após as aparições em Jerusalém, Pedro e seis outros discípulos voltaram para a Galileia. Pedro disse aos outros que ia pescar. Eles foram com ele e pescaram durante toda a noite. Quando a manhã chegou, as redes estavam vazias.
Ao amanhecer, uma figura estava em pé na praia. Eles não O reconheceram da água. Ele os chamou.
JESUS“Filhos, tendes algo para comer?”— João 21:5
Eles responderam que não. Ele lhes disse para lançarem a rede do lado direito do barco. Lançaram. A rede se encheu tanto de peixes que não conseguiam puxá-la. Cento e cinquenta e três peixes. João olhou para a praia e soube imediatamente.
JOÃO“É o Senhor.”— João 21:7
Pedro não esperou pelo barco. Cingiu-se com sua veste exterior e se lançou na água e nadou até a praia. Quando os outros chegaram de barco, arrastando a rede atrás de si, Jesus já tinha um fogo de carvão aceso com peixe sobre ele e pão ao lado.
O detalhe do fogo de carvão não é incidental. O Evangelho de João é preciso quanto a isto: a palavra que ele usa para este fogo é a mesma que usou para o fogo naquele pátio na noite da negação. Não é coincidência. É um eco deliberado. O lugar havia mudado. O fogo era o mesmo. E Pedro sabia exatamente o que aquilo significava.
Jesus serviu-lhes o desjejum. Quando terminaram de comer, Ele se voltou para Pedro.
Três vezes Jesus perguntou a Pedro se ele O amava. Cada vez, Jesus o comissionou mesmo assim. Apascenta os Meus cordeiros. Pastoreia as Minhas ovelhas.
Então Jesus perguntou pela terceira vez, e desta vez usou a palavra de Pedro. A palavra menor. A que Pedro vinha oferecendo.
JESUS“Simão, filho de Jonas, tu Me amas?”— João 21:17
A Escritura diz que Pedro se entristeceu por Jesus lhe perguntar pela terceira vez. Não foi a repetição que o quebrou. Foi que Jesus tinha descido até onde Pedro estava.
PEDRO“Senhor, Tu sabes todas as coisas. Tu sabes que eu Te amo.”— João 21:17
JESUS“Apascenta as Minhas ovelhas.”— João 21:17
Cada pergunta havia alcançado cada negação e a respondido. Jesus não estava lembrando Pedro do seu fracasso. Estava substituindo-o, uma troca de cada vez, em uma praia, ao lado do mesmo tipo de fogo onde tudo havia desabado.
Pedro deixou aquela praia não como um pescador que havia falhado com seu rabi, mas como um pastor comissionado três vezes pelo próprio Jesus ressuscitado.
Chapter 8: A Grande Comissão
Jesus havia aparecido aos Seus discípulos várias vezes ao longo de quarenta dias, em Jerusalém, na estrada, em uma praia ao amanhecer. Agora os direcionou a um monte na Galileia para uma reunião final.
Quando O viram, a maioria O adorou. Contudo, alguns, em pé sobre um monte diante do Jesus ressuscitado, ainda duvidavam. Dúvida e adoração no mesmo grupo, olhando para a mesma pessoa.
Jesus se aproximou e falou.
JESUS“Toda a autoridade Me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado. E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”— Mateus 28:19-20
Onze homens, sem exército, sem instituição, sem poder político, comissionados a levar uma mensagem ao mundo inteiro.
De volta a Jerusalém, Jesus abriu as mentes deles para entenderem as Escrituras. Tudo o que havia sido escrito a Seu respeito em Moisés, nos profetas e nos Salmos tinha de se cumprir. O Cristo precisava sofrer, morrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia. Ele lhes mostrava o mapa pelo qual eles vinham caminhando sem saber.
Disse-lhes que eles eram testemunhas dessas coisas. Ele iria enviar o que Seu Pai havia prometido. Mas primeiro deveriam permanecer em Jerusalém e esperar até serem revestidos de poder do alto.
Chapter 9: A Ascensão
Ele os conduziu para fora de Jerusalém uma última vez, ao Monte das Oliveiras, perto de Betânia.
A localização não foi acidental. Era a mesma encosta onde a história daquela última semana havia começado. Agora onze homens estavam em pé na mesma colina em silêncio, observando-O pela última vez.
Antes de Ele subir, os discípulos Lhe fizeram uma pergunta.
DISCÍPULOS“Senhor, é neste tempo que restaurarás o reino a Israel?”— Atos 1:6
Jesus não repreendeu a pergunta. Apenas a redirecionou.
JESUS“Não vos compete saber os tempos ou as épocas que o Pai estabeleceu pela Sua própria autoridade. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”— Atos 1:7-8
Ele levantou as mãos e os abençoou. E enquanto os abençoava, foi elevado. Foi levado às alturas, e uma nuvem O encobriu da vista deles. Apenas uma bênção, ainda em Seus lábios, enquanto Ele subia.
Eles permaneceram ali, olhando fixamente para o céu.
Então dois homens vestidos de branco apareceram ao lado deles.
ANJOS“Homens da Galileia, por que estais aí, olhando para o céu? Este Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu O vistes ir.”— Atos 1:11
Era uma promessa com uma direção: parem de olhar para cima e ponham-se a caminhar.
Eles O adoraram e voltaram a Jerusalém com grande alegria. As Escrituras haviam sido cumpridas exatamente como Jesus disse. O Espírito que Ele havia prometido estava por vir. Eles haviam sido instruídos a esperar por isso em Jerusalém. Então foram e esperaram.
Chapter 10: Pentecostes
Eles voltaram a Jerusalém e se reuniram no cenáculo. Cerca de cento e vinte crentes estavam ali, incluindo Maria, a mãe de Jesus, e Seus irmãos. Devotaram-se à oração e esperaram.
Dez dias se passaram.
Então, no dia de Pentecostes, tudo mudou.
Pentecostes era uma festa judaica estabelecida, celebrada cinquenta dias depois da Páscoa, o que significa que Jerusalém estava mais uma vez cheia de peregrinos vindos de todo o mundo conhecido. Os discípulos estavam reunidos em um só lugar quando o som de um vento impetuoso e violento encheu toda a casa. O que pareciam línguas de fogo se separaram e pousaram sobre cada um deles. Foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas que jamais haviam aprendido.
Do lado de fora, a multidão estava perplexa. Peregrinos judeus de todas as nações ouviam sua própria língua nativa sendo falada. Alguns se admiraram e perguntaram o que aquilo significava. Outros zombaram e disseram que os discípulos estavam embriagados.
Pedro se levantou. O homem que havia negado conhecer Jesus três vezes em um pátio, que havia chorado amargamente fora daquela casa, agora estava em pé diante de milhares de pessoas na mesma cidade e não conseguia parar de falar Seu nome.
Disse-lhes claramente o que havia acontecido com Jesus.
PEDRO“Este homem foi entregue a vós pelo determinado conselho e presciência de Deus. Vós O matastes, pregando-O na cruz. Mas Deus O ressuscitou dos mortos, porque era impossível que a morte O retivesse.”— Atos 2:23-24
PEDRO“Deus ressuscitou este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. Deus fez Senhor e Cristo este Jesus, a quem vós crucificastes.”— Atos 2:32, 36
A multidão ficou compungida no coração.
MULTIDÃO“Irmãos, que faremos?”— Atos 2:37
PEDRO“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo.”— Atos 2:38
Três mil pessoas foram batizadas naquele dia.
Cinquenta dias antes, esta cidade havia entregue Jesus para ser crucificado. Agora três mil de seu povo se voltaram para Ele em uma única tarde.
Os onze homens que haviam se dispersado e se escondido depois da prisão eram agora o fundamento de algo que se espalharia por todas as nações da terra.
A pedra havia sido removida. A porta estava aberta. E nunca mais seria fechada.
Outro
E assim termina a Trilogia da Paixão.
Da sala trancada, aprendemos algo que vale a pena considerar. Os discípulos haviam abandonado Jesus quando ficar custava algo. Três dias depois, Ele atravessou uma porta trancada e ficou em pé entre eles. A primeira palavra Dele foi paz, oferecida antes que alguém a pedisse, antes que um único pedido de desculpas fosse feito. O perdão que espera que a outra pessoa o mereça é apenas amargura com prazo de validade. Jesus mostrou como é quando alguém se recusa a esperar.
Da praia, aprendemos que Deus não apaga o fracasso, Ele responde a ele. Pedro havia negado Jesus três vezes junto a um fogo. Jesus o levou de volta a uma praia, acendeu outro fogo e lhe fez três perguntas. Uma para cada negação. Pedro deixou aquela praia como um homem diferente, não porque sua pior noite fosse esquecida, mas porque ela já não era a última coisa dita sobre ele. Seu pior momento também não precisa ser sua palavra final.
Do monte na Galileia, aprendemos que dúvida e propósito não são mutuamente excludentes. Quando Jesus deu a Grande Comissão, alguns em pé naquele monte ainda duvidavam. Ele a deu a todos eles mesmo assim. Se você vem esperando até que sua fé pareça completa antes de fazer algo significativo, este momento diz que você já vem esperando há tempo demais.
E de Pentecostes, aprendemos que a transformação genuína não precisa de uma plataforma para se espalhar. Cinquenta dias antes, essas mesmas pessoas estavam escondidas atrás de portas trancadas. Nada externo havia mudado: mesma cidade, mesmas autoridades, mesmo risco. O que mudou foi interno. E essa mudança em onze pessoas comuns moveu três mil em uma única tarde. Você não precisa das condições certas para mudar a sala em que está. Você só precisa ter encontrado algo de verdade.
Se esta trilogia tocou você, inscreva-se no canal Ark Films. Isso significa muito para nós.
Diga-nos nos comentários: qual história bíblica devemos cobrir a seguir?