Episódio 23 · Mateus 26–27
Trilogia da Paixão II: Da Traição à Cruz
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Sobre este episódio
Intro
Ele já havia sido traído.
O beijo havia sido dado. Os soldados haviam vindo. E todos os discípulos haviam fugido para a noite.
Agora o mais poderoso conselho religioso do mundo antigo se reunira em segredo, no meio da noite, quebrando suas próprias leis, para condenar o único homem que não conseguiam silenciar de outra forma.
Trouxeram falsas testemunhas. Os depoimentos desabaram. Então o sumo sacerdote se levantou e fez a pergunta diretamente.
CAIFÁS“Tu és o Cristo, o Filho do Bendito?”— Mateus 26:63
O que Jesus disse em seguida fez a sala inteira parar.
Esta é a verdadeira história da noite que mudou toda a história. Uma noite de julgamentos ilegais, um governador covarde, uma coroa de espinhos e uma cruz carregada pelas ruas de Jerusalém até uma colina chamada o lugar da caveira.
Você verá um homem condenado por dizer a verdade. Verá um rei zombado, açoitado e crucificado entre dois criminosos. E, nos momentos finais, quando o céu escurecer e a terra tremer, você entenderá por que este único dia está no centro de tudo aquilo em que os cristãos acreditam há dois mil anos.
Fique conosco até o final, porque a última cena vai mostrar a você algo que nenhum exército, nenhum túmulo e nenhuma pedra puderam impedir.
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Agora, vamos começar.
Chapter 1: Não Seja Feita a Minha Vontade
Uma semana antes, Ele havia entrado em Jerusalém ao som de milhares chamando Seu nome. Havia passado a semana ensinando no Templo, comendo com Seus discípulos e dizendo coisas que eles só entenderiam mais tarde. Na noite de quinta-feira, Ele havia partido o pão com eles, dito que um O trairia, advertido outro de que o negaria três vezes antes do amanhecer, e depois os havia conduzido em um hino no encerramento da refeição da Páscoa.
Agora era noite de quinta-feira. O hino mal havia se dissipado. E em algum lugar da cidade, um homem com trinta moedas de prata já estava se movendo.
Jesus levou Seus discípulos para fora de Jerusalém, atravessou o Vale do Cedrom e entrou em um jardim chamado Getsêmani na encosta do Monte das Oliveiras.
Deixou oito dos discípulos e levou Pedro, Tiago e João mais fundo no jardim. Então disse algo que paralisou os três.
JESUS“A Minha alma está profundamente triste, até a morte. Ficai aqui e vigiai Comigo.”— Mateus 26:38
Caminhou um pouco mais à frente sozinho, caiu com o rosto em terra e orou.
JESUS“Pai, se queres, afasta de Mim este cálice. Todavia, não se faça a Minha vontade, mas a Tua.”— Lucas 22:42
O cálice era uma imagem bíblica de sofrimento e juízo. Ele não estava pedindo para evitar dificuldades. Estava perguntando, com pleno conhecimento do que estava por vir, se havia outro caminho. Não havia. E Ele se levantou daquele chão e caminhou em direção a isso mesmo assim.
Lucas registra que um anjo apareceu do céu e O fortaleceu. Deus não removeu o cálice. Mas também não deixou Seu Filho sozinho naquele jardim. Fortalecido, Jesus avançou ainda mais profundamente na oração. Lucas registra que, naquela angústia, Seu suor caía em terra como gotas de sangue. (Lucas 22:43-44)
Ele voltou e encontrou Pedro, Tiago e João dormindo. Acordou Pedro.
JESUS“Não pudestes vigiar Comigo nem uma hora? Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.”— Mateus 26:40-41
Mateus registra que Jesus voltou e orou uma segunda vez, depois uma terceira, cada vez voltando e encontrando os discípulos dormindo. Três vezes Ele trouxe o mesmo pedido diante de Deus. Quando Se levantou do chão pela terceira vez, a oração estava terminada.
Ele acordou os discípulos.
JESUS“Levantai-vos, vamos. Eis que está perto Aquele que Me trai.”— Mateus 26:46
Ele havia estado no chão perguntando se havia outro caminho. Agora estava de pé, caminhando em direção ao que estava por vir.
Chapter 2: O Beijo
Enquanto Jesus ainda falava, tochas apareceram entre as árvores.
Judas conduzia uma grande multidão enviada pelos principais sacerdotes e anciãos, armada com espadas e bastões. Ele havia lhes dado um sinal de antemão. Naquela escuridão, com uma multidão de homens, eles precisavam de uma maneira de identificar qual pessoa prender. Judas havia lhes dito: aquele a quem eu cumprimentar com um beijo, é o homem. Naquela cultura, um beijo na face era um cumprimento padrão entre um discípulo e seu rabi.
Ele caminhou direto até Jesus.
JUDAS“Rabi!”— Mateus 26:49
Beijou-O. Jesus olhou para ele.
JESUS“Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?”— Lucas 22:48
A multidão avançou para prender Jesus. No tumulto, Pedro sacou sua espada e a brandiu contra o servo do sumo sacerdote, um homem chamado Malco, cortando-lhe a orelha direita. Jesus o impediu imediatamente.
JESUS“Guarda a tua espada. Não hei de Eu beber o cálice que o Pai Me deu?”— João 18:11
Estendeu a mão e tocou a orelha de Malco e o curou. Foi o último milagre antes de Sua prisão. O homem que viera levá-Lo embora foi curado pelas mãos que estavam sendo amarradas.
Jesus então se voltou para a multidão.
JESUS“Saístes com espadas e bastões, como contra um salteador? Todos os dias estive convosco nos pátios do Templo e não pusestes as mãos sobre Mim. Mas esta é a vossa hora, e o poder das trevas.”— Lucas 22:52-53
Cada discípulo se virou e fugiu para a noite. Jesus ficou sozinho entre Seus captores, exatamente como Ele sabia que ficaria.
Chapter 3: O Pátio
Eles levaram Jesus pelos portões da casa do sumo sacerdote. Pedro havia seguido a distância pelas ruas escurecidas e se esgueirou para dentro atrás da multidão. No pátio, um fogo de carvão queimava contra o frio da noite. Ele se sentou entre os servos e guardas e esperou.
Uma serva estudou seu rosto à luz do fogo.
SERVA“Este homem também estava com Ele.”— Lucas 22:56
PEDRO“Mulher, não O conheço.”— Lucas 22:57
Ele se afastou em direção ao portão. Um pouco depois, alguém olhou para ele.
TRANSEUNTE“Tu também és um deles.”— Lucas 22:58
PEDRO“Homem, não sou.”— Lucas 22:58
Uma hora se passou. O fogo crepitava. Os guardas conversavam. Então um parente de Malco, o homem cuja orelha Pedro havia cortado no jardim, olhou para ele com atenção. Ele havia estado lá. Tinha visto o rosto de Pedro.
PARENTE“Verdadeiramente este homem estava com Ele. É um galileu, o seu sotaque o denuncia.”— Lucas 22:59, Mateus 26:73
PEDRO“Homem, não sei o que dizes.”— Lucas 22:60
Enquanto ele ainda falava, um galo cantou.
Naquele momento Jesus estava sendo conduzido pelo pátio. Ele se virou e olhou diretamente para Pedro. Pedro se lembrou das palavras à mesa: antes que o galo cante, três vezes Me negarás. Saiu e chorou amargamente, junto a um fogo, em um pátio, diante de uma serva e dois transeuntes.
Chapter 4: O Julgamento Que Não Foi
Dentro da casa, o julgamento já estava em andamento.
O Sinédrio havia se reunido no meio da noite, o que em si era ilegal. A lei judaica exigia que casos capitais fossem ouvidos durante o dia, com um dia inteiro entre o veredito e qualquer sentença. Os homens que aplicavam a lei a haviam suspendido.
Testemunhas foram trazidas, mas seus relatos se contradiziam. Sob a lei judaica, uma condenação exigia pelo menos duas testemunhas cujo testemunho concordasse. Finalmente, duas vieram à frente.
FALSAS TESTEMUNHAS“Este homem disse: Posso destruir o Templo de Deus e reconstruí-lo em três dias.”— Mateus 26:61
Mesmo aquele testemunho não se alinhava completamente entre os dois homens. O caso ainda estava desabando. Caifás se levantou e enfrentou Jesus diretamente.
CAIFÁS“Tu és o Cristo, o Filho do Bendito?”— Marcos 14:61
Jesus havia permanecido em silêncio durante todo o falso testemunho. Agora respondeu.
JESUS“Eu sou. E vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.”— Marcos 14:62
Duas coisas naquela resposta paralisaram a sala. Reivindicar ser o Messias não era em si blasfêmia, muitos haviam feito essa reivindicação. O que cruzou a linha foi a combinação do que veio depois: assentar à direita de Deus e vir sobre as nuvens do céu. A segunda imagem vinha diretamente de Daniel 7:13. Cada sacerdote e escriba naquela sala conhecia o texto. Jesus não estava simplesmente afirmando ser o rei de Israel. Estava Se colocando na posição que a Escritura reservava somente para Deus.
Sob a lei judaica, isso era blasfêmia, punível com a morte. Jesus o havia dito claramente, diante de todo o conselho, sem ambiguidade.
Caifás rasgou suas vestes. O sumo sacerdote era na verdade proibido pela lei mosaica de rasgar suas vestes em circunstâncias normais. Que o tenha feito mesmo assim mostrou o quão completamente os procedimentos haviam abandonado a lei que afirmavam defender.
CAIFÁS“Ele blasfemou. Para que precisamos de mais testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia. Que vos parece?”— Mateus 26:65
CONSELHO“É réu de morte.”— Mateus 26:66
Então os guardas tomaram conta. Cuspiram Nele, vendaram-Lhe os olhos e bateram-Lhe no rosto.
GUARDAS“Profetiza-nos, Cristo. Quem foi que Te bateu?”— Mateus 26:68
Ao amanhecer, os principais sacerdotes realizaram uma breve sessão formal para ratificar o veredito noturno. Então amarraram Jesus e O entregaram a Pilatos, o governador romano.
Chapter 5: Pilatos
Eles trouxeram Jesus da casa de Caifás ao Pretório, o quartel-general de Pôncio Pilatos, o governador romano da Judeia. Os líderes religiosos ficaram do lado de fora, na rua.
Pilatos saiu para encontrá-los, ouviu a acusação e levou Jesus para dentro para questioná-Lo em particular.
PILATOS“Tu és o rei dos judeus?”— João 18:33
JESUS“Tu o dizes.”— Mateus 27:11
Pilatos voltou e disse à multidão que não encontrava base para uma acusação contra Jesus. Enquanto ainda estava no tribunal, chegou uma mensagem de sua esposa.
ESPOSA DE PILATOS“Não te envolvas com aquele Justo. Tive um sonho a respeito Dele esta noite e isso me perturbou muito.”— Mateus 27:19
Ela estava avisando o marido com clareza. Jesus era inocente e ela sabia. Pilatos se lembrou do costume da Páscoa: a cada ano, o governador soltava um prisioneiro escolhido pela multidão. Ele lhes ofereceu Jesus.
A multidão exigiu Barrabás. Barrabás era um conhecido insurreto que havia cometido assassinato durante uma revolta.
PILATOS“Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?”— Mateus 27:22
MULTIDÃO“Crucifica-O!”— Mateus 27:22
PILATOS“Por quê? Que mal Ele fez?”— Mateus 27:23
A multidão apenas gritou mais alto. Pilatos tomou água e lavou as mãos publicamente diante de todos eles.
PILATOS“Estou inocente do sangue deste homem. A responsabilidade é vossa.”— Mateus 27:24
Foi um gesto. Responsabilidade não pode ser lavada com água. Pilatos sabia exatamente o que estava fazendo.
Ele soltou Barrabás e entregou Jesus a seus soldados.
Em outro lugar da cidade, Judas havia devolvido as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes, declarado que havia traído sangue inocente, e saído e se enforcado. Os sacerdotes usaram o dinheiro para comprar um campo de oleiro como local de sepultamento para estrangeiros. Mateus registra que isso cumpriu uma profecia da Escritura.
Chapter 6: A Via Dolorosa
Os soldados levaram Jesus para o pátio do Pretório, onde toda a coorte se havia reunido. Despiram-No e O amarraram a um poste. O flagelo romano não era um chicote comum, era uma tira de couro com pedaços de osso e metal incrustados, projetada para rasgar a pele e o músculo. Era usado para levar um condenado à beira da morte antes da crucificação, para que ele morresse mais rápido na cruz. Quando terminou, Jesus mal estava de pé.
Então a zombaria começou. Lançaram um manto escarlate sobre Seus ombros dilacerados. Trançaram uma coroa de espinhos e a pressionaram sobre Sua cabeça. Colocaram um cajado em Sua mão direita, ajoelharam-se diante Dele e gritaram:
SOLDADOS“Salve, rei dos judeus!”— Mateus 27:29
Cuspiram Nele, tomaram o cajado e bateram repetidamente em Sua cabeça, cravando os espinhos mais fundo. Quando terminaram, despiram o manto, vestiram Suas próprias roupas Nele e Lhe entregaram a cruz.
Ele foi desprezado e rejeitado
Um homem de dores, experimentado no sofrimento
Escondemos Dele os nossos rostos
E O tivemos por nada
Ele foi traspassado por nossas transgressões
Esmagado pelo mal que fizemos
O castigo que nos traz a paz
Foi posto sobre o Inocente
Por Suas feridas somos curados
Por Suas feridas somos curados
O Senhor fez cair sobre Ele
A iniquidade de todos nós
Jesus se virou para as mulheres que O haviam seguido chorando pelas ruas.
JESUS“Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim. Chorai por vós mesmas e por vossos filhos. Pois, se ao lenho verde fazem isto, que se fará ao seco?”— Lucas 23:28, 31
Outros dois homens estavam sendo conduzidos junto Dele para serem crucificados.
Chapter 7: Gólgota
Eles O crucificaram ali, entre dois criminosos, um à Sua direita e outro à Sua esquerda.
As primeiras palavras que Jesus falou da cruz não foram um grito de dor. Ele olhou para os soldados que cravavam os pregos, para a multidão abaixo, para os líderes religiosos que haviam orquestrado o julgamento.
JESUS“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”— Lucas 23:34
Ele não estava pedindo perdão para Si. Estava intercedendo pelas pessoas que O matavam.
Pilatos havia mandado preparar um letreiro de madeira e fixá-lo na cruz diretamente acima da cabeça de Jesus. O letreiro dizia: Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus, escrito em três línguas: aramaico, latim e grego.
Os principais sacerdotes se opuseram e pediram a Pilatos para mudar a redação. Ele se recusou.
PILATOS“O que escrevi, escrevi.”— João 19:22
Os soldados dividiram Suas vestes entre si e lançaram sortes para decidir quem ficaria com a túnica. O Salmo 22, escrito pelo rei Davi mil anos antes deste momento, havia descrito esta cena exata. Os soldados que jogavam aos pés da cruz a estavam cumprindo sem saber.
As multidões zombavam Dele. Os líderes religiosos zombavam Dele. Um dos criminosos crucificados ao lado Dele O insultava. O outro criminoso se voltou contra o primeiro.
CRIMINOSO“Tu nem sequer temes a Deus? Nós recebemos o que merecemos. Mas este Homem não fez mal algum. Jesus, lembra-Te de mim quando entrares no Teu reino.”— Lucas 23:40-42
Ele pediu apenas para ser lembrado. Jesus lhe respondeu.
JESUS“Em verdade te digo que hoje estarás Comigo no paraíso.”— Lucas 23:43
Então Jesus olhou para baixo e viu Sua mãe Maria de pé ao pé da cruz junto a João, o discípulo a quem amava. No meio de Seu próprio sofrimento, Ele certificou-se de que ela seria cuidada.
JESUS“Mulher, eis aí o teu filho. Eis aí a tua mãe.”— João 19:26-27
Daquele momento em diante, João a recebeu em sua própria casa.
Chapter 8: A Escuridão
Ao meio-dia, o céu escureceu. Mateus, Marcos e Lucas registram que a escuridão cobriu toda a terra por três horas. A Páscoa cai em uma lua cheia, tornando um eclipse solar impossível. Os escritores dos Evangelhos não oferecem explicação. Eles simplesmente registram o que aconteceu, e a multidão silenciou sob isso.
Então, às três da tarde, Jesus clamou em alta voz.
JESUS“Eli, Eli, lemá sabactâni?”— Mateus 27:46
Estas eram as palavras iniciais do Salmo 22, um texto que a multidão teria reconhecido imediatamente. Jesus não estava falando em confusão. Estava apontando para a Escritura, dizendo a todos ao alcance do som exatamente o que aquele momento significava.
Alguns na multidão entenderam mal e pensaram que Ele estava chamando Elias. Então Jesus falou de novo.
JESUS“Tenho sede.”— João 19:28
Um dos soldados embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a em uma vara de hissopo e a ergueu até Seus lábios. O Salmo 69 havia escrito este momento mil anos antes que ele acontecesse.
Então vieram Suas últimas palavras.
JESUS“Está consumado.”— João 19:30
JESUS“Pai, em Tuas mãos entrego o Meu espírito.”— Lucas 23:46
Ele inclinou a cabeça e entregou o espírito. Os Evangelhos não dizem que Seu espírito O deixou. Eles dizem que Ele o entregou. Até o fim, esta foi a Sua escolha.
Chapter 9: Os Sinais
No momento em que Jesus morreu, três coisas aconteceram simultaneamente.
Primeiro, em Jerusalém estava o Templo, o edifício mais sagrado do mundo judaico e o centro de toda a adoração judaica. Em seu coração havia uma câmara chamada Santo dos Santos, considerada a morada do próprio Deus. Era separada das pessoas comuns por uma enorme cortina. Segundo relatos históricos antigos, aquele véu era tão alto quanto um edifício de seis andares e era extraordinariamente espesso. Somente o sumo sacerdote podia atravessá-lo, e somente uma vez por ano.
No momento em que Jesus morreu, o véu se rasgou em dois, de cima para baixo. A barreira entre Deus e a humanidade havia sido removida quando Jesus morreu.
Segundo. No mesmo instante, a terra tremeu. Um terremoto rachou rochas.
Terceiro, túmulos fora de Jerusalém se abriram. Mateus registra que, após a ressurreição, os corpos de muitos santos que haviam morrido foram ressuscitados e apareceram a pessoas na cidade.
O centurião romano que estava ao pé da cruz, observando tudo desde as nove da manhã, viu o que aconteceu e respondeu com as únicas palavras que cabiam.
CENTURIÃO“Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.”— Marcos 15:39
O homem condenado por blasfêmia, por afirmar ser o Filho de Deus, foi declarado exatamente isso por um soldado romano que havia passado o dia executando-O.
A distância, um grupo de mulheres observava. Elas haviam seguido Jesus desde a Galileia e estiveram com Ele durante Seu ministério. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. Elas não haviam fugido como os discípulos. Ainda estavam ali.
Chapter 10: O Sepultamento
Era o final da tarde de sexta-feira. A lei judaica exigia o sepultamento antes do pôr do sol, e o Sábado se aproximava. Alguém precisava agir rapidamente.
Um homem chamado José deu um passo à frente. Era da cidade de Arimateia e membro do Sinédrio. Mas Lucas registra que ele não havia concordado com a decisão deles. Tinha sido um discípulo secreto, e agora, com Jesus morto, foi a Pilatos e pediu o corpo.
Pilatos confirmou que Jesus já estava morto e liberou o corpo a ele.
José não estava sozinho. Nicodemos veio com ele, o mesmo homem que havia visitado Jesus em segredo à noite, anos antes, e Lhe perguntara sobre nascer de novo. Trouxe uma mistura de mirra e aloés, pesando cerca de trinta e cinco quilos. Juntos, baixaram o corpo da cruz, envolveram-no em panos de linho com as especiarias segundo o costume judaico de sepultamento e o colocaram em um túmulo novo, escavado na rocha, em um jardim perto do local da crucificação. Ninguém jamais havia sido sepultado ali antes.
As mulheres que haviam observado a distância seguiram e viram exatamente onde o corpo foi deposto. Tomaram nota do túmulo e voltaram para casa para preparar mais especiarias, planejando retornar depois do Sábado.
Na manhã seguinte, os líderes religiosos foram a Pilatos.
LÍDERES RELIGIOSOS“Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, quando ainda vivia, disse: Depois de três dias, ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado em segurança até o terceiro dia, para que os Seus discípulos não venham roubá-Lo e digam ao povo que Ele ressuscitou dos mortos.”— Mateus 27:63-64
Pilatos ordenou que fosse feito. Uma pedra foi rolada sobre a entrada. Um selo foi colocado nela. Guardas foram postados.
O jardim estava silencioso. A cidade estava silenciosa. A pedra estava em seu lugar, os guardas montavam vigilância, e tudo parecia exatamente um fim.
Outro
E assim termina a história de um homem que era inocente, condenado por aqueles que sabiam disso, e crucificado por um mundo que não conseguia suportar o que Ele estava dizendo.
De Jesus diante de Pilatos, aprendemos como é parar de precisar da aprovação do mundo. Pilatos declarou Jesus inocente três vezes, e mesmo assim O entregou. Haverá pessoas em sua vida que sabem que você está certo e ainda assim escolherão o caminho mais fácil. Jesus não argumentou. Não fez performance para a multidão. Ele já havia resolvido quem era antes de entrar naquele tribunal. Essa firmeza, essa liberdade de não precisar ser validado, é uma das coisas mais raras e poderosas que um ser humano pode carregar.
Das mulheres que ficaram, aprendemos que as coisas mais importantes que você fará na vida provavelmente acontecerão sem público. Elas ficaram porque era o certo, não porque alguém estava olhando. Se você já foi fiel em particular, apareceu quando todos saíram, ou fez o certo em silêncio, foi exatamente isso o que parecia. O registro de Deus e o registro do mundo não são o mesmo documento. O que a multidão não vê, Ele vê.
De Pilatos, aprendemos o que custa silenciar a sua consciência. Ele tinha o poder, as evidências e um aviso da própria esposa. A multidão foi mais alta do que sua convicção naquele momento. Ele lavou as mãos como se a água pudesse desfazer uma decisão. Não pode. A tragédia de Pilatos não é que ele fosse fraco. É que ele sabia exatamente o que estava fazendo. A história não esqueceu.
Se esta história tocou você, inscreva-se no canal Ark Films. Isso significa muito para nós.
Diga-nos nos comentários: qual história bíblica devemos cobrir a seguir?