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Episódio 2 · A História de José

Capítulo 4: A Falsa Acusação

Chapter 4: A Falsa Acusação

José havia se tornado um homem, forte, capaz, e formoso na forma e na aparência. Carregava-se com dignidade serena, e sua presença não passava despercebida.

A esposa de Potifar o observava. Dia após dia, seus olhos o seguiam pela casa. O que começou como olhares tornou-se algo mais perigoso. O desejo se apoderou dela, e ela não era uma mulher acostumada a ser negada.

Um dia, quando a casa estava silenciosa, ela se aproximou dele.

"Deita-te comigo," ela disse.

José deu um passo atrás. Não queria nem mesmo olhar para ela.

JOSÉMeu senhor não me reteve nada exceto a ti, porque és sua esposa. Como, então, posso fazer esta grande maldade e pecar contra Deus?Gênesis 39:8-9

Ela não desistiu. Dia após dia, ela o perseguia, com palavras, com olhares, com oportunidades. E dia após dia, José recusava. Evitava ficar a sós com ela sempre que podia.

Mas ela era paciente.

Uma tarde, José entrou na casa para cumprir suas obrigações. Nenhum outro servo estava dentro. Ela havia se certificado disso. Veio até ele e agarrou suas vestes.

"Deita-te comigo," ela exigiu.

José se desvencilhou. Fugiu de sua mão e correu para fora da casa, mas suas vestes ficaram em sua mão.

Ela ficou ali, segurando o tecido, seu rosto se contorcendo de humilhação e fúria. Se não podia tê-lo, iria destruí-lo.

Ela gritou. Servos vieram correndo. Quando chegaram, ela ergueu as vestes de José e deixou sua voz tremer com angústia falsa.

ESPOSA DE POTIFARVejam! Este servo hebreu que meu marido trouxe à nossa casa veio para me insultar. Tentou se deitar comigo, mas eu gritei. Quando ele me ouviu chorar, fugiu e deixou suas vestes ao meu lado.Gênesis 39:17-18

Ela guardou as vestes e esperou seu marido voltar. Quando Potifar chegou em casa, ela lhe contou a mesma mentira, sua voz ferida, seus olhos cheios de lágrimas.

A ira de Potifar ardeu. O homem em quem havia confiado. O homem a quem havia dado tudo. Não questionou sua esposa. Não convocou José para falar. Simplesmente agiu.

José foi preso e lançado na prisão, o lugar onde os prisioneiros de Faraó eram guardados. A pesada porta se fechou atrás dele, e mais uma vez, José se viu na escuridão.

Havia fugido do pecado e fora punido por isso. Havia feito o que era certo e perdido tudo por isso.

Mesmo assim, mesmo aqui, no silêncio frio de uma cela de prisão, o Senhor não o abandonou. O mesmo favor que havia repousado sobre ele na casa de Potifar o seguiu até as correntes.

E os propósitos de Deus estavam longe de terminar.

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