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Episódio 2 · Gênesis 37–50

A História de José: Do Poço ao Palácio

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Sobre este episódio

Você já foi traído pelas pessoas que deveriam te amar mais? Esta é a história de um menino com sonhos, sonhos que fizeram seus próprios irmãos quererem vê-lo morto. Vendido por vinte moedas de prata. Arrastado a uma terra estrangeira em correntes. Falsamente acusado por uma mulher que não podia tê-lo. Lançado em um calabouço e esquecido por anos.

Intro

Você já foi traído pelas pessoas que deveriam te amar mais?

Esta é a história de um menino com sonhos, sonhos que fizeram seus próprios irmãos quererem vê-lo morto.

Vendido por vinte moedas de prata. Arrastado a uma terra estrangeira em correntes. Falsamente acusado por uma mulher que não podia tê-lo. Lançado em um calabouço e esquecido por anos.

Mas a cova não foi o fim. A prisão não foi o fim.

Porque o Deus que lhe deu os sonhos nunca o abandonou, nem na escuridão, nem na espera, nem no silêncio.

E quando o momento chegou... tudo mudou.

Fique conosco até o final, porque você testemunhará uma das reviravoltas mais poderosas da história, e uma cena de perdão que vai te mover às lágrimas.

Se histórias como esta tocam seu coração, curta este vídeo, compartilhe com alguém que precisa de esperança hoje, e inscreva-se no canal Ark Films para que possamos continuar a dar vida a estas histórias. Seu apoio significa tudo.

Agora, da cova ao palácio, da traição à redenção...

Vamos começar.

Chapter 1: O Sonhador

Na terra de Canaã vivia Jacó, um homem abençoado com doze filhos. Mas entre eles, um ocupava seu coração acima de todos os outros, José, o primogênito de Raquel, a esposa que ele mais havia amado.

José tinha dezessete anos, e seu pai não fazia esforço algum para esconder seu favoritismo. Enquanto seus irmãos se cansavam sob o sol, José caminhava em privilégio. E então veio o presente que despedaçou qualquer paz que ainda restasse naquela casa, uma túnica de muitas cores, rica e bela, digna de um príncipe.

JACÓMeu filho, esta túnica é tua. Veste-a e sabe que és separado. Carregas o rosto de tua mãe... e o meu coração.

Os irmãos viram a túnica. Viram o que ela significava. E daquele dia em diante, não conseguiam falar uma palavra gentil a José.

Mas a túnica era apenas o começo.

Uma noite, José sonhou um sonho, vívido e estranho. Ele viu feixes de trigo em um campo aberto, e seu feixe se erguia alto enquanto os feixes de seus irmãos se reuniam ao redor e se inclinavam diante dele. Quando a manhã chegou, José lhes contou o que havia visto.

Seus rostos se obscureceram. Estava ele dizendo que se inclinariam diante dele? O menino que nunca havia trabalhado tanto quanto eles?

Então veio um segundo sonho, ainda mais ousado que o primeiro. Desta vez, o sol, a lua, e onze estrelas se inclinavam diante de José. Ele contou este sonho não apenas aos seus irmãos, mas também ao seu pai.

JACÓQue sonho é esse? Acaso eu, tua mãe e teus irmãos viremos a nos prostrar em terra diante de ti?Gênesis 37:10

Jacó o repreendeu abertamente. Mas no silêncio do seu coração, ele se perguntava. Guardou o assunto em sua mente.

Os irmãos não se perguntaram. Ferviam de raiva. A túnica. Os sonhos. A arrogância deste menino que ousava se ver acima deles.

E assim o ódio criou raízes, silencioso, paciente, esperando seu momento.

Chapter 2: Sangue Sobre o Manto

Algum tempo depois, os irmãos de José levaram os rebanhos do pai para pastar perto de Siquém. Os dias passaram sem notícia, e Jacó ficou inquieto.

JACÓVai a teus irmãos e vê se tudo vai bem com eles e com os rebanhos. Depois traze-me notícia.Gênesis 37:14

José obedeceu. Partiu sozinho, vestindo a túnica que seu pai havia lhe dado, a túnica que seus irmãos desprezavam.

A jornada foi longa. Quando José chegou a Siquém, seus irmãos não estavam lá. Um homem o encontrou vagando pelos campos e lhe disse que haviam seguido para Dotã. Então José caminhou mais adiante, sem saber o que o aguardava.

Os irmãos o viram de longe. Aquela túnica, inconfundível contra a poeira e o sol. Eles o observaram se aproximar, e algo sombrio se ergueu entre eles.

"Lá vem o sonhador," um murmurou.

As palavras se espalharam como fogo. Anos de ressentimento, anos vendo o pai derramar sua afeição sobre este único filho, tudo veio à tona. Começaram a falar de assassinato.

"Vamos matá-lo e jogá-lo em uma das covas. Diremos que um animal selvagem o devorou. Então veremos no que darão seus sonhos."

Mas Rúben, o mais velho, não queria sangue em suas mãos. Convenceu-os a lançar José em uma cisterna vazia, esperando voltar mais tarde e tirar o menino em segredo.

Quando José os alcançou, eles o agarraram. Arrancaram a túnica do seu corpo, aquele símbolo de tudo que odiavam, e o jogaram na cova. Estava seca e profunda. José clamou da escuridão, mas seus irmãos se sentaram para comer o pão como se nada tivesse acontecido.

Então uma caravana apareceu no horizonte. Comerciantes ismaelitas, seus camelos carregados com especiarias e bálsamo, em direção ao Egito.

Judá tomou a palavra.

JUDÁQue proveito haverá se matarmos nosso irmão e ocultarmos seu sangue? Vendamo-lo aos ismaelitas. Afinal, é nosso irmão, nossa própria carne.Gênesis 37:26-27

Os outros concordaram. Tiraram José da cova, trêmulo, desesperado, suplicando, e o venderam por vinte moedas de prata. Os comerciantes o levaram e seguiram para o sul. José desapareceu na poeira da estrada, rumo a uma terra que nunca havia visto.

Agora veio a mentira.

Os irmãos abateram um cabrito e mergulharam a túnica de José no seu sangue. Levaram-na de volta ao pai e a colocaram diante dele.

"Encontramos isto. Examina. É a túnica do teu filho, ou não?"

Jacó a reconheceu de imediato. A cor desapareceu do seu rosto. Ele rasgou suas vestes e chorou.

"É a túnica do meu filho. Um animal feroz o devorou. José foi sem dúvida feito em pedaços."

Ele lamentou por muitos dias. Seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele recusava ser consolado.

"Descerei à sepultura chorando o meu filho," disse ele.

E no Egito, José foi vendido novamente, desta vez a um homem chamado Potifar, capitão da guarda de Faraó.

Chapter 3: Escravo em Terra Estrangeira

O Egito era um mundo diferente de qualquer coisa que José havia conhecido. Monumentos imponentes se erguiam contra o céu. O ar cheirava a incenso e ao Nilo. A língua era estrangeira, os deuses eram estrangeiros, e José agora era propriedade, um escravo hebreu sem nome, sem família, sem futuro.

Foi levado à casa de Potifar, um homem poderoso que servia como capitão da guarda de Faraó. Ali, José foi colocado a trabalhar entre os servos.

Mas algo separava José. Qualquer tarefa que lhe fosse dada, prosperava. Qualquer coisa que tocava parecia florescer. Potifar percebeu. Os campos rendiam mais. A casa funcionava com tranquilidade. Havia uma mão invisível sobre este jovem hebreu, e Potifar foi sábio o bastante para reconhecê-la.

POTIFARNão sei que deus serves, mas o seu favor repousa sobre ti. A partir deste dia, supervisionarás toda a minha casa. Tudo o que tenho está em tuas mãos.

José subiu de escravo a mordomo. Administrava os servos, o gado, o grão, as contas. Potifar lhe confiou tudo e não se preocupava com nada exceto com a comida que comia.

O Senhor estava com José. Mesmo no exílio, mesmo em correntes, a bênção o seguia.

José trabalhou fielmente. Não se tornou amargo. Não amaldiçoou o Deus de seus pais. No silêncio do seu coração, lembrava-se dos sonhos, os feixes se inclinando, as estrelas se inclinando, e ele se agarrava a eles.

Não sabia como aqueles sonhos se cumpririam. Sabia apenas que o Deus que os havia dado não o havia abandonado.

Mas o favor em terra estrangeira é uma coisa perigosa. E nem todos na casa de Potifar olhavam para José com intenções puras.

Chapter 4: A Falsa Acusação

José havia se tornado um homem, forte, capaz, e formoso na forma e na aparência. Carregava-se com dignidade serena, e sua presença não passava despercebida.

A esposa de Potifar o observava. Dia após dia, seus olhos o seguiam pela casa. O que começou como olhares tornou-se algo mais perigoso. O desejo se apoderou dela, e ela não era uma mulher acostumada a ser negada.

Um dia, quando a casa estava silenciosa, ela se aproximou dele.

"Deita-te comigo," ela disse.

José deu um passo atrás. Não queria nem mesmo olhar para ela.

JOSÉMeu senhor não me reteve nada exceto a ti, porque és sua esposa. Como, então, posso fazer esta grande maldade e pecar contra Deus?Gênesis 39:8-9

Ela não desistiu. Dia após dia, ela o perseguia, com palavras, com olhares, com oportunidades. E dia após dia, José recusava. Evitava ficar a sós com ela sempre que podia.

Mas ela era paciente.

Uma tarde, José entrou na casa para cumprir suas obrigações. Nenhum outro servo estava dentro. Ela havia se certificado disso. Veio até ele e agarrou suas vestes.

"Deita-te comigo," ela exigiu.

José se desvencilhou. Fugiu de sua mão e correu para fora da casa, mas suas vestes ficaram em sua mão.

Ela ficou ali, segurando o tecido, seu rosto se contorcendo de humilhação e fúria. Se não podia tê-lo, iria destruí-lo.

Ela gritou. Servos vieram correndo. Quando chegaram, ela ergueu as vestes de José e deixou sua voz tremer com angústia falsa.

ESPOSA DE POTIFARVejam! Este servo hebreu que meu marido trouxe à nossa casa veio para me insultar. Tentou se deitar comigo, mas eu gritei. Quando ele me ouviu chorar, fugiu e deixou suas vestes ao meu lado.Gênesis 39:17-18

Ela guardou as vestes e esperou seu marido voltar. Quando Potifar chegou em casa, ela lhe contou a mesma mentira, sua voz ferida, seus olhos cheios de lágrimas.

A ira de Potifar ardeu. O homem em quem havia confiado. O homem a quem havia dado tudo. Não questionou sua esposa. Não convocou José para falar. Simplesmente agiu.

José foi preso e lançado na prisão, o lugar onde os prisioneiros de Faraó eram guardados. A pesada porta se fechou atrás dele, e mais uma vez, José se viu na escuridão.

Havia fugido do pecado e fora punido por isso. Havia feito o que era certo e perdido tudo por isso.

Mesmo assim, mesmo aqui, no silêncio frio de uma cela de prisão, o Senhor não o abandonou. O mesmo favor que havia repousado sobre ele na casa de Potifar o seguiu até as correntes.

E os propósitos de Deus estavam longe de terminar.

Chapter 5: Esquecido em Correntes

A prisão era escura, mas José não afundou no desespero. Trabalhou. Serviu. E em pouco tempo, o carcereiro viu o que Potifar havia visto, que a mão do Senhor estava sobre este homem.

José foi colocado encarregado dos outros prisioneiros. Tudo o que acontecia naquele lugar passava por suas mãos.

Então, uma noite, dois novos prisioneiros chegaram, o copeiro de Faraó e o padeiro de Faraó. Ambos os homens haviam ofendido o rei e agora aguardavam seu destino no mesmo calabouço onde José habitava.

Uma manhã, José notou que seus rostos estavam perturbados. Cada um havia sonhado um sonho, e os sonhos os perturbavam profundamente.

JOSÉNão pertencem a Deus as interpretações? Conta-me os teus sonhos.Gênesis 40:8

O copeiro falou primeiro. Havia visto uma videira com três ramos que brotaram, floresceram e produziram uvas maduras. Espremeu as uvas no copo de Faraó e colocou o copo na mão de Faraó.

José respondeu sem hesitação. "Os três ramos são três dias. Dentro de três dias, Faraó te restaurará à tua posição."

Então José se inclinou mais perto, sua voz baixa mas urgente.

JOSÉMas quando tudo te correr bem, lembra-te de mim. Menciona-me a Faraó e tira-me desta prisão. Não fiz nada para merecer estar aqui.Gênesis 40:14-15

O padeiro, encorajado pela boa interpretação, compartilhou seu sonho, três cestos de pão sobre sua cabeça, e pássaros comendo do cesto de cima.

O rosto de José mudou. "Os três cestos são três dias. Dentro de três dias, Faraó tirará tua cabeça e pendurará teu corpo numa árvore."

Três dias depois, ambas as interpretações se cumpriram. O copeiro foi restaurado. O padeiro foi executado.

Mas o copeiro não se lembrou de José. Esqueceu-se dele completamente.

Chapter 6: Diante de Faraó

Por dois anos completos José permaneceu naquela prisão. Nenhuma palavra do copeiro. Nenhuma convocação. Nenhum livramento. Apenas a passagem lenta dos dias no silêncio das paredes esquecidas.

Então, uma noite, Faraó sonhou.

Estava de pé junto ao Nilo e via sair do rio sete vacas, saudáveis, gordas, e lustrosas. Elas pastavam entre os juncos. Mas então saíram outras sete vacas atrás delas, feias, magras, e definhadas. As vacas magras devoraram as gordas, mas permaneceram tão magras como antes.

Faraó acordou, perturbado. Adormeceu novamente e sonhou pela segunda vez. Sete espigas de trigo cresciam num único caule, cheias e firmes. Então sete espigas magras, queimadas pelo vento leste, brotaram e engoliram as espigas saudáveis.

A manhã chegou, e o espírito de Faraó estava profundamente perturbado. Convocou cada mago e sábio do Egito. Nenhum podia lhe dizer o significado.

Então o copeiro se lembrou.

Adiantou-se e confessou como havia esquecido o prisioneiro hebreu que havia interpretado seu sonho no calabouço, e como cada palavra havia se cumprido.

Faraó mandou chamar José imediatamente.

Tiraram-no da cova. Ele se barbeou, trocou suas vestes, e foi levado às pressas à sala do trono. Ali estava Faraó, governante do reino mais poderoso da terra, esperando que um prisioneiro falasse.

FARAÓOuvi dizer que sabes entender um sonho e interpretá-lo.Gênesis 41:15

José não hesitou, mas não tomaria o crédito.

JOSÉNão está em mim. Deus dará a Faraó uma resposta de paz.Gênesis 41:16

Faraó lhe contou ambos os sonhos, as vacas, o trigo, o devorar. José ouviu com atenção, então falou com certeza.

"Os dois sonhos são um. Deus revelou a Faraó o que está prestes a fazer. As sete vacas gordas e as sete boas espigas são sete anos de grande abundância em toda a terra do Egito. As sete vacas magras e as sete espigas queimadas são sete anos de fome que se seguirão. A fome será tão severa que os anos de fartura serão esquecidos."

José continuou. O sonho havia vindo duas vezes porque o assunto estava firmemente determinado, Deus o traria a cumprimento em breve.

Então, sem ser perguntado, José ofereceu conselho. "Que Faraó nomeie um homem sábio e prudente para supervisionar a terra. Que ele recolha um quinto de toda a colheita durante os sete anos bons e a armazene. Esta reserva manterá o Egito vivo quando vier a fome."

As palavras pairaram no ar. Faraó olhou para este homem, um estrangeiro, um escravo, um prisioneiro, e viu algo que ninguém mais lhe havia mostrado.

Viu uma resposta.

Chapter 7: Governante do Egito

Faraó olhou para seus servos, depois de volta para José. A decisão veio rapidamente.

FARAÓPoderemos achar alguém como este homem, em quem está o Espírito de Deus? Visto que Deus te fez saber tudo isto, não há ninguém tão prudente e sábio como tu. Estarás encarregado do meu palácio, e todo o meu povo deverá submeter-se às tuas ordens. Apenas no que toca ao trono serei maior do que tu.Gênesis 41:38-40

Faraó tirou seu anel real e o colocou no dedo de José. Vestiram-no com vestes de linho fino e penduraram uma corrente de ouro em seu pescoço. Ele cavalgava em uma carruagem como o segundo no comando, e os homens clamavam diante dele: "Curva o joelho!"

José, antes lançado em uma cova por seus irmãos, antes vendido por vinte moedas de prata, antes falsamente acusado e esquecido na prisão, agora governava sobre toda a terra do Egito. Tinha trinta anos.

Faraó lhe deu um novo nome: Zafenate-Panéia. Deu-lhe uma esposa: Asenate, filha de um sacerdote de Om. Com o tempo, ela lhe deu dois filhos. José chamou o primeiro Manassés, dizendo: "Deus me fez esquecer toda a minha aflição." Chamou o segundo Efraim, dizendo: "Deus me fez frutífero na terra da minha aflição."

Os sete anos de abundância vieram, exatamente como José havia dito. A terra produziu abundantemente, e José ajuntou trigo como a areia do mar, tanto que pararam de medi-lo.

Então os anos bons terminaram.

A fome se espalhou pela terra. As colheitas falharam. Os rios secaram. As nações começaram a passar fome. Mas no Egito, havia pão.

E de cada canto do mundo, pessoas vinham a José para comprar trigo.

Entre eles, dez irmãos de Canaã.

Chapter 8: Os Irmãos Se Curvam

De volta a Canaã, Jacó e sua casa sentiram o aperto da fome. Os campos não rendiam nada. Suas reservas se esgotavam. Quando Jacó ouviu que havia trigo no Egito, chamou seus filhos.

"Por que estais a olhar uns para os outros? Descei ao Egito e comprai trigo, para que vivamos e não morramos."

Dez dos irmãos partiram na longa jornada para o sul. Mas Benjamim, o mais novo, o único outro filho de Raquel, ficou para trás. Jacó não quis arriscá-lo. Já havia perdido José. Não suportaria perder Benjamim também.

Os irmãos chegaram ao Egito e foram levados diante do governador da terra, o homem encarregado de vender trigo a todos que vinham. Não o reconheceram. Como poderiam? O menino que haviam lançado em uma cova agora estava vestido de linho egípcio, falando por meio de um intérprete, vestindo a autoridade do próprio Faraó.

Mas José os reconheceu instantaneamente.

Viu seus rostos, mais velhos agora, marcados pelos anos, e seu coração se comoveu. Mas ele não se revelou. Em vez disso, falou com aspereza.

JOSÉSois espiões. Viestes ver as fraquezas da nossa terra.Gênesis 42:9

Os irmãos caíram ao chão diante dele. Protestaram, desesperados para explicar.

JUDÁNão, meu senhor. Teus servos vieram apenas para comprar comida. Somos homens honestos, doze irmãos de Canaã, filhos de um pai. O mais novo está com nosso pai hoje, e um já não existe.Gênesis 42:10-13

José ouviu. Testou-os ainda mais, exigindo que provassem sua história trazendo o irmão mais novo ao Egito. Até então, um deles permaneceria como prisioneiro.

Escolheu Simeão. Os guardas o amarraram e o levaram embora enquanto os outros assistiam em silêncio.

Os irmãos restantes carregaram seus jumentos com trigo e partiram. Mas José havia ordenado em segredo a seus servos que devolvessem a prata de cada homem, escondendo-a em seus sacos.

Eles ainda não compreendiam. O passado que haviam enterrado estava se erguendo para encontrá-los.

Chapter 9: A Prova Final

Os irmãos voltaram a Canaã e contaram a Jacó tudo, o governador severo, a acusação, Simeão mantido cativo, e a exigência de trazer Benjamim.

Jacó recusou. "Meu filho não descerá convosco. Seu irmão está morto, e ele só restou. Se algum mal lhe acontecer, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura."

Mas a fome apertou ainda mais. O trigo se esgotou. Não havia escolha.

Judá adiantou-se e fez um voto solene.

JUDÁEnvia o menino comigo. Eu mesmo serei fiador dele. Se eu não o trouxer de volta a ti, que eu carregue a culpa para sempre.Gênesis 43:8-9

Jacó cedeu. Enviou-os com presentes, bálsamo, mel, especiarias, mirra, e o dobro da prata para reembolsar o que havia sido devolvido. E enviou Benjamim.

Quando José viu seu irmão mais novo entre eles, sua compostura quase se quebrou. Voltou-se e foi a um quarto privado para chorar. Depois lavou o rosto e voltou.

Soltou Simeão. Convidou todos para jantar em sua casa. Os irmãos foram sentados na ordem de seu nascimento, do mais velho ao mais novo, e olharam uns para os outros com espanto. Como podia este egípcio saber? Benjamim recebeu cinco vezes mais comida que os outros. José o observava do outro lado da sala, sem dizer nada.

Na manhã seguinte, os irmãos partiram com seus jumentos carregados de trigo. Mas José havia dado ao seu mordomo uma instrução final, colocar seu copo pessoal de prata no saco de Benjamim.

Não tinham ido longe quando o mordomo os alcançou.

"Por que pagastes o bem com o mal? Roubastes o copo do meu senhor."

Os irmãos ficaram estarrecidos. Negaram com veemência. "Se o copo for encontrado com algum de nós, que esse homem morra, e os demais nos tornaremos escravos."

A busca começou, do mais velho ao mais novo. Saco após saco foi aberto. Nada. Então o mordomo chegou a Benjamim. Abriu o saco, e ali, brilhando ao sol da manhã, estava o copo de prata.

Os irmãos rasgaram suas roupas em angústia. Voltaram à cidade, temendo o que os aguardava.

José estava esperando. Sua voz era fria.

"Que fizestes? Não sabíeis que um homem como eu pode discernir tais coisas?"

Os irmãos caíram diante dele. Judá falou por todos eles, sua voz quebrada.

"Que podemos dizer? Deus descobriu a iniquidade dos teus servos. Somos todos teus escravos."

Mas José balançou a cabeça. "Apenas aquele em cuja mão foi encontrado o copo será meu escravo. Os demais podem voltar em paz a vosso pai."

Esta era a prova. Abandonariam Benjamim como uma vez haviam abandonado José?

Judá adiantou-se. Contou toda a história, o luto de seu pai, o filho perdido, o voto que havia feito. Então ofereceu a si mesmo.

JUDÁPor favor, deixa-me ficar como teu escravo no lugar do menino. Que ele volte a seu pai. Pois como posso voltar se o menino não estiver comigo? Não posso suportar ver o sofrimento que viria sobre meu pai.Gênesis 44:33-34

O silêncio encheu a sala.

Chapter 10: Eu Sou José

José não pôde mais suportar.

As palavras de Judá romperam cada parede que ele havia construído. O irmão que uma vez havia sugerido vendê-lo à escravidão agora oferecia sua própria vida para salvar Benjamim. Algo havia mudado neles. A prova estava completa.

José se voltou aos seus servos egípcios, sua voz tremendo.

"Saiam todos de mim. Agora."

Eles obedeceram. Quando a sala estava vazia e apenas seus irmãos permaneceram, José se entregou.

Chorou. Não silenciosamente, mas com soluços altos e profundos que ecoavam pelo salão. O som ultrapassou as paredes. A casa de Faraó o ouviu.

Os irmãos ficaram paralisados, aterrorizados, sem saber o que estava acontecendo. Então José falou, não em egípcio, mas em sua própria língua. A voz da sua juventude. A voz que haviam tentado esquecer.

JOSÉEu sou José. Meu pai ainda vive?Gênesis 45:3

Os irmãos não puderam responder. Olharam para ele, paralisados de medo. O menino da cova. O sonhador que haviam vendido. Ele estava diante deles agora como o homem mais poderoso do Egito.

José viu seu terror. Chamou-os para mais perto. Não se moveram. Chamou novamente, gentilmente.

"Cheguem-se a mim."

Eles deram um passo à frente, trêmulos.

JOSÉEu sou José, vosso irmão, a quem vendestes ao Egito. Mas não vos aflijais nem fiqueis irados convosco mesmos. Não fostes vós que me enviastes para cá, mas Deus. Ele me enviou à frente de vós para preservar vidas. A fome durou dois anos, e mais cinco virão. Deus me fez governante de todo o Egito para que eu pudesse salvar nossa família. Portanto, não fostes vós que me enviastes para cá, mas Deus.Gênesis 45:4-8

Caiu sobre o pescoço de Benjamim e chorou. Benjamim chorou com ele. Então José beijou cada um de seus irmãos e chorou sobre eles. Só então puderam se animar a falar.

A notícia da reunião chegou ao palácio de Faraó. Faraó ficou contente e disse a José para mandar buscar seu pai e toda a sua casa. Prometeu-lhes o melhor da terra do Egito.

José deu aos seus irmãos carros, provisões, e novas vestes. A Benjamim, deu trezentas moedas de prata e cinco mudas de roupa. Enviou jumentos carregados de trigo, pão, e mantimentos para a viagem.

Quando partiram, José olhou para eles uma última vez.

"Não brigueis pelo caminho," ele disse.

Eles voltaram a Canaã e encontraram seu pai. As palavras saíram tropeçando deles.

"José está vivo. Ele é governador de toda a terra do Egito."

O coração de Jacó ficou entorpecido. Não conseguia acreditar. Mas quando viu os carros que José havia enviado, seu espírito reviveu.

"Basta," ele disse. "Meu filho José ainda está vivo. Irei e o verei antes de morrer."

E assim Jacó viajou ao Egito com seus filhos, suas esposas, e seus filhos, setenta almas ao todo. José cavalgou para encontrar seu pai em Gósen. Quando o viu, caiu sobre seu pescoço e chorou por longo tempo.

Os sonhos do sonhador haviam se cumprido. A família estava inteira novamente.

Outro

E assim termina a história de José, uma história de traição e bênção, de sofrimento e soberania, de um menino que perdeu tudo e de um homem que perdoou aqueles que lhe tomaram tudo.

Mas esta história não é apenas sobre José. É sobre nós.

Talvez você tenha sido lançado em uma cova por pessoas em quem confiou. Talvez tenha feito tudo certo e ainda assim tenha se visto em correntes. Talvez esteja esperando, esquecido, despercebido, se perguntando se seus sonhos algum dia se cumprirão.

A vida de José nos lembra disto: Deus não desperdiça sua dor. Cada cova, cada prisão, cada atraso, Ele está agindo através de tudo. O que outros tramaram para o mal, Deus pode transformar em bem. Não às vezes. Sempre.

O mesmo Deus que velou por José vela por você. Ele não se esqueceu de você. Sua história não acabou.

Persevere. Permaneça fiel. Seu momento diante de Faraó pode estar mais próximo do que você pensa.

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