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Episódio 21 · A Ressurreição de Lázaro

Capítulo 10: A Decisão

Chapter 10: A Decisão

Quando o relato chegou a Jerusalém, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram uma reunião de emergência do Sinédrio, o mais alto conselho religioso de Israel. A questão sobre a mesa não era se o milagre havia acontecido, mas o que fazer com o homem que o havia realizado.

FARISEUQue faremos? Pois este homem realiza muitos sinais. Se O deixarmos assim, todos crerão Nele, e virão os romanos e nos tirarão tanto o nosso lugar como a nação.João 11:47-48

O medo deles não era teológico. Era político. As autoridades romanas eram extremamente sensíveis a qualquer movimento que reunisse grandes seguidores em territórios ocupados. Se o povo se reunisse em torno de Jesus como um líder, Roma interpretaria isso como rebelião e responderia com força. O conselho acreditava que estava protegendo a nação.

Então Caifás falou. Ele era o sumo sacerdote naquele ano, a mais poderosa autoridade religiosa de Israel. Ele não tinha paciência para o debate.

CAIFÁSVós nada sabeis, nem considerais que vos convém que um homem morra pelo povo, e não que toda a nação pereça.João 11:49-50

A Escritura registra algo notável sobre essas palavras. Caifás não percebia que estava profetizando. Deus usou as palavras de um homem que fazia um cálculo político impiedoso para declarar o que estava de fato prestes a acontecer. Jesus de fato morreria pelo povo, não para satisfazer uma estratégia política, mas para reunir em um só todos os filhos de Deus dispersos pelo mundo.

Caifás quis dizer aquilo como estratégia. Deus estava usando aquilo como declaração.

Daquele dia em diante, o conselho conspirou para matar Jesus.

MEMBRO DO CONSELHOEstá decidido.

Um homem havia acabado de sair de um túmulo em Betânia. E a três quilômetros dali, em Jerusalém, o plano para colocar outro homem em um túmulo havia sido posto em movimento.

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