Episódio 13 · A História Não Contada de Tamar
Capítulo 2: A Morte Vem Duas Vezes
Chapter 2: A Morte Vem Duas Vezes
Mas Er era perverso aos olhos de Deus. A Bíblia não diz o que ele fez, apenas que Deus viu, e que foi o suficiente. O Senhor tirou sua vida.
Tamar era viúva antes mesmo de ter sido mãe.
Naquela época, havia um costume chamado casamento levirato. Se um homem morresse sem um filho, seu irmão era obrigado a se casar com a viúva e gerar um herdeiro em nome do morto.
A criança carregaria o nome do primogênito, seu lugar na linhagem familiar, e sua herança, que era também a única reivindicação da viúva a uma casa, a proteção, a um futuro. Não era sobre romance. Era sobre sobrevivência, a criança era a única coisa entre ela e o apagamento.
JUDÁ“Tu irás ao meu segundo filho, Onã. Ele cumprirá seu dever ao seu irmão.”— Gênesis 38:8
Onã tomou Tamar como sua esposa. Deitou-se com ela. Mas sempre que se deitavam juntos, ele derramava sua semente no chão. Ele entendia o arranjo, qualquer filho nascido seria contado como herdeiro de Er, não dele. Então ele usava o corpo dela e a negava a única coisa que a união deveria prover: um filho.
Deus viu o que Onã fez, e foi perverso aos Seus olhos. Onã também morreu.
Dois maridos. Dois túmulos. E Tamar não havia feito nada errado. Tinha obedecido a cada instrução, e sido fiel a cada homem colocado diante dela. Mesmo assim, era ela quem estava ajoelhada na poeira, sozinha novamente.
A casa sussurrava o que ninguém diria em sua face.
SERVO“Dois filhos mortos. Ambos casados com a mesma mulher. Faça as contas.”