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Episódio 6 · A História de Rute

Capítulo 4: A Respigadeira

Chapter 4: A Respigadeira

Rute e Noemi não tinham dinheiro. Nem terra. Ninguém para prover por elas. Se não encontrassem comida, morreriam de fome.

Mas em Israel, havia uma lei para proteger os pobres. Quando os agricultores colhiam seus campos, não podiam recolher cada último grão. Tinham que deixar algumas sobras, nos cantos do campo e no chão onde caíam. Esse grão deixado era para as viúvas, os órfãos e os estrangeiros.

Chamava-se respigar. Era um trabalho árduo e humilhante. Caminhava-se atrás dos colheiteiros, curvado sob o sol quente, recolhendo o que outros deixavam para trás. Era o trabalho dos desesperados.

Rute estava desesperada.

RUTEDeixa-me ir aos campos respigar o grão deixado para trás. Talvez alguém seja gentil o suficiente para me deixar colher em seu campo.Rute 2:2

Noemi, ainda pesada de dor, apenas assentiu.

"Vai, minha filha."

Então Rute saiu sozinha, uma estrangeira, uma viúva, uma mulher sem proteção, e começou a procurar um campo onde pudesse trabalhar.

A escritura nos diz algo importante: "Aconteceu de ela chegar à parte do campo que pertencia a um homem chamado Boaz."

Parecia acaso. Não foi acaso.

Boaz era parente do falecido marido de Noemi, Elimeleque. Era um homem rico, muito respeitado em Belém, um homem de honra e força.

Naquela manhã, Boaz saiu para seu campo verificar a colheita. Saudou seus trabalhadores com uma bênção.

BOAZO SENHOR seja convosco!Rute 2:4
TRABALHADORESO SENHOR te abençoe!Rute 2:4

Então Boaz notou alguém que não reconhecia. Uma jovem, curvada ao sol, trabalhando mais que qualquer outro no campo.

"Quem é aquela mulher?" ele perguntou.

Seu servo respondeu: "É a moabita que voltou com Noemi. Pediu permissão para respigar e está trabalhando desde cedo de manhã sem descanso."

Boaz a observou.

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